terça-feira, 29 de setembro de 2015

Oficina de contação de histórias no Museu do Índio



A atividade será  destinada à professores, educadores sociais, estudantes, bibliotecários e demais interessados. Na dinâmica da oficina, leitura de textos, contação de histórias, exibição de documentário, exercícios de práticas de leitura e contação.  
Os encontros serão realizados nos dias 3 e 10 de outubro, no Museu do Índio, em Botafogo-RJ.
As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail oficinas.museudoindio@gmail.com ou pelo telefone  3214 8730/31 (Serviço de Atividades Culturais) 
Local: Museu do Índio - Rua das Palmeiras, 55 - Botafogo/ RJ
Horário: das 13:30 às 17 horas


Sobre o professor:
Francisco Gregório Filho é contador de histórias e escritor. Desenvolve oficinas de formação de contadores de histórias há mais de 30 anos no Rio de Janeiro e em outras cidades do país. Publicou livros de histórias para leitores infanto-juvenis e para adultos. Também escreve artigos para jornais e revistas sobre práticas leitoras e a ação de contar histórias. Foi o primeiro coordenador do Proler/Biblioteca Nacional/Ministério da Cultura, entre 1992 e 1996. Gestor de programas e projetos com as diferentes linguagens artísticas e a formação de leitores. Nasceu em Rio Branco, no Acre, onde foi Secretário de Cultura do Estado por duas vezes. Alguns de seus livros: Dona baratinha e outras histórias, pela Rocco; Lembranças amorosas, pela Global e Ler e contar, contar e ler, pela Letra Capital.

Comunicação Social/MI
29/09/2015

Funai, Unesco e MinC juntos pela valorização das culturas indígenas

A Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova, visitou no dia 21 de setembro, o Museu do Índio, em Botafogo. Ela entregou  novos produtos do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas – PROGDOC – a representantes de cinco etnias brasileiras- Paresi, Karajá, Enawene Nawê, Maxakali e Kayapó, que participam da iniciativa.
A cerimônia contou com as presenças do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, e do Presidente da Funai, João Pedro Gonçalves da Costa, entre outras autoridades.

O PROGDOC é uma ação do Museu do Índio/FUNAI criada em  2008, com o apoio da UNESCO, para coordenar trabalho de  registro do modo de vida dos povos indígenas, seus conhecimentos, suas culturas. A formação de pesquisadores indígenas e a criação de arquivos digitais, em centros de documentação nas aldeias e no Museu do Índio, estão entre os objetivos da iniciativa que tem a participação de instituições de pesquisa do Brasil e do exterior.
Entre os produtos dos Projetos de Documentação de Línguas – ProDoclin, estão publicações e
material audiovisual produzidos em campo para serem  distribuídos nas aldeias e em  escolas indígenas, a fim de servir de instrumento de pesquisa e ensino na aprendizagem.
No evento, o presidente da Funai, João Pedro Gonçalves da Costa, comemorou os resultados alcançados no Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, destacou o trabalho do Museu do Índio na guarda da história dos povos indígenas brasileiros e ressaltou a importância da construção urgente de políticas públicas pois "muito ainda precisa ser feito pela juventude, pelas crianças, pela sociedade plural de nosso País".
Para o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, "não haverá democracia no Brasil se nós não definirmos um papel importante para os povos indígenas dentro da nossa sociedade garantindo seus territórios, garantindo a possibilidade de preservação das suas tradições e aparelhando-os para que eles possam alcançar uma relação de igual para igual com a sociedade nacional".
A Diretora Geral da Unesco, Sra. Irina Bokova, mencionou a preocupação da Unesco com a salvaguarda das línguas indígenas e lembrou que "cada língua que desaparece é toda uma memória, toda uma cultura que desaparece" e que preservar esse patrimônio extraordinário para a humanidade é dever de todos. Na foto ao lado, o Cacique Akijaboro Kayapó, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, a Diretora Geral da Unesco, Irina Bokova, o Presidente da Funai, João Pedro da Costa, a Presidente do IPHAN, Jurema Machado, e o Diretor do Museu do Índio, José Carlos Levinho.

O Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas - PROGDOC beneficia 35 etnias de norte a sul do Brasil e abrange quatro projetos - Prodoclin (de línguas indígenas), Prodocult (de culturas), Prodocerv (de preservação de acervos) e Prodocson (de documentação sonora). Até o momento, já foram realizadas 331 oficinas de vídeo, de texto e de qualificação de acervo.
Documentar as línguas e as culturas indígenas tornou-se uma tarefa urgente. Trata-se de um patrimônio que se encontra sob a ameaça de desaparecer, em grande parte, no decorrer deste século. O Museu do Índio/FUNAI e a UNESCO incentivam esses projetos com o objetivo de fortalecer os conhecimentos e as práticas culturais compartilhadas por diferentes etnias.

Acima, a Diretora Geral da Unesco, Sra. Irina Bokova, o Diretor do Museu do Índio, José Carlos Levinho, o Presidente da FUNAI, João Pedro da Costa, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o Cacique Akijaboro Kayapó, em visita à exposição "No caminho da miçanga, um mundo que se faz de contas". Clique aqui para ver mais fotos do evento.


Comunicação Social/ MI
29/09/2015

domingo, 27 de setembro de 2015

Histórias Marubo encerram a 9ª Primavera de Museus


Uma programação especial e gratuita marcou a participação do Museu do Índio, na Primavera de Museus que, este ano, teve como tema "Museus e Memórias Indígenas". Do dia 22 ao dia 25, o destaque foi para o Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas do Museu do Índio - PROGDOC. Antropólogos e pesquisadores ligados à iniciativa, participaram de mesas-redondas, apresentando ao público o trabalho que vem sendo realizado, desde 2008, no âmbito do PROGDOC. Ações de campo, informações atualizadas sobre o acervo formado pelo material produzido, objetivos e resultados do programa, foram mostrados ao longo de toda a semana. Uma oportunidade de conhecer, de perto, o trabalho da equipe do Museu do Índio, realizado em parceria direta com os índios e com a UNESCO. Os temas apresentados foram "Memória oral e os pesquisadores indígenas", Patrimônio Cultural Indígena e sua Documentação", "Documentando Línguas Indígenas" e "Constituição e Qualificação de Acervos".

No fim de semana (26 e 27), encerrando a programação, a pesquisadora Marubo e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ, Varin Mëma, esteve no Museu do Índio para contar ao público algumas das muitas histórias que marcam a trajetória de seu povo. Nesses dois dias, ela falou, aos visitantes, sobre a confecção de contas feitas com o caramujo aruá, que dá origem aos característicos adornos da etnia. E, após apresentar um vídeo com imagens gravadas em aldeias Marubo, a pesquisadora explicou a complexa organização familiar e social da etnia, que vive na Terra Indígena Vale do Javari (AM). Ao final dos encontros, os presentes conheceram a exposição "No Caminho da miçanga-um mundo que se faz de contas", que reúne diversas peças artesanais feitas com aruá.
O povo Marubo é constituído, atualmente, por cerca de mil e seiscentas pessoas. O tronco linguístico é o pano.







Comunicação Social/ MI
27/09/2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pesquisadores Enawenê-nawê em oficina no Museu do Índio

Um vídeo sobre o ritual Salomã está sendo produzido por dois pesquisadores indígenas da aldeia Halaitakwa (MT).
O trabalho começou em 2014, quando Laloe Kamerossene registrou imagens da prática desse importante ciclo ritual Enawenê-nawê, dedicado aos espíritos celestes, que acontece no início do período das chuvas, a partir do mês de setembro.  Agora, ele e Kawenero Kaylore, estão no Museu do Índio editando o material para finalizar o filme, que terá duração de 12 minutos.
A ação tem a coordenação da antropóloga do Projeto de Documentação de Sons (PRODOCSON), Ana Paula Rodgers.  A iniciativa faz parte do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas realizado pelo MI, em parceria com a UNESCO.



















Comunicação Social/ MI
16/09/2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Cinema nas aldeias Xavante

Dentro do Programa de Apoio a Projetos Culturais do Museu do Índio/FUNAI - cuja finalidade é promover as manifestações culturais tradicionais e contemporâneas de diferentes povos indígenas-,
aconteceu, de 27 e 30 de julho deste ano, a primeira etapa do ciclo de cinema itinerante em três aldeias Xavante (MT). Trata-se do projeto "Cinema nas Aldeias Xavante: ver, ouvir e debater", organizado pelas pesquisadoras Maíra Ribeiro e Mirian Tsibodowapré, e desenvolvido em parceria entre as Coordenações Técnicas Locais (CTLs) de Nova Xavantina e Campinápolis (MT).
O projeto possui dois objetivos: a divulgação, nas aldeias , dos filmes sobre o povo Xavante e de outros povos indígenas, criando um espaço de lazer e cultura junto às comunidades ; e a reflexão e discussão sobre temas pertinentes e cotidianos por meio de uma linguagem diferente.
Os filmes selecionados são documentários que tratam de diferentes questões presentes na vida das comunidades indígenas, como alcoolismo, conflitos territoriais e direitos indígenas. Para fomentar a discussão nas aldeias, na manhã seguinte, são trabalhadas atividades relacionadas aos temas tratados nos filmes exibidos na noite anterior.
A primeira aldeia a receber o cinema itinerante foi a Parabubure no dia 27 de julho. A comunidade se reuniu para ver os filmes "Pi'õ Höimanadzé" , de Cristina Flória, "Uma Casa Uma Vida" de Raiz das Imagens e "Vale dos Esquecidos", de Maria Raduan. Este último retrata a luta pela terra dos Xavante de Marãiwatsédé . O Cacique Celestino foi convidado para contar às crianças a história de genocídio e expulsão sofridos em meados do século passado pelo povo de Parabubure e a luta e reconquista deste território Xavante ainda na década de 1970.
No dia seguinte, a equipe rumou para as aldeias Espírito Santo e Ro'oredzaodzé, localizadas uma de frente para a outra. Os jovens comentaram que o filme exibido que mais gostaram foi "A Grande Caçada", do salesiano Adalbert Heidi. O registro visual mostra uma caçada com fogo tradicional Xavante feita na Missão de São Marcos, na região de General Carneiro/MT, na década de 1970. Apesar da distância temporal de quatro décadas, os jovens se identificaram com as cenas, consideradas verdadeiras e atuais pelo público.
No dia 29 de julho, o Cinema nas Aldeias Xavante chegou na Aldeia São Gabriel, onde foram exibidos os filmes "Ödzé Nhimi Wamnari", de Aquilino Tsi'rui'a, "Pi'õ Höimanadzé" e "Índio Cidadão", de Rodrigo Siqueira.
Ao todo, o projeto circulará em 12 aldeias, na Terra Indígena Parabubure, de julho a outubro. Para ampliar o alcance da divulgação do material audiovisual Xavante, é prevista a produção de uma caixa com todos os filmes exibidos para serem distribuídos em todas as escolas indígenas no âmbito das sete Terras Indígenas Xavante.

OS DOCUMENTÁRIOS EXIBIDOS NAS ALDEIAS
• Uma Casa Uma Vida de Raiz das Imagens (24 minutos, 2013)
Sinopse: O filme debate sobre a moradia Xavante e os programas de habitação do governo enquanto registra as oficinas de construção ecológica nas aldeias Santa Cruz e Belém, TI Pimentel Barbosa, no projeto Tiba´uwe. Temas: Moradia, Tradição, Território, Sustentabilidade.
• Vale dos Esquecidos de Maria Raduan (72 minutos, 2011)
Sinopse: Retrato do conflito por terras na região do Araguaia em Mato Grosso, onde grupos rivais defendem seus interesses, entre eles os Xavante de Marãiwatsédé, posseiros, grileiros, sem-terra e fazendeiros. Temas: Território, Grilagem, conflitos e luta pela terra, História Xavante, Marãiwatsédé.
• Pi'õ Höimanadzé - A Mulher Xavante Em Sua Arte de Cristina Flória (45 minutos, 2008)
Sinopse: O universo feminino Xavante é revelado pelas mulheres da Aldeia Etehiritipá, TI Pimentel Barbosa, através da sua arte, suas raízes culturais e seus conhecimentos, mantidos e transmitidos de geração a geração até os dias atuais. Temas: Mulher Xavante, Família, Vida na aldeia.
• A Grande Caçada de Adalberto Heidi / Missão Salesiana (65 minutos, 1978)
Sinopse: Registro de uma caçada tradicional xavante na década de 70, em meio a cenas do cotidiano desse povo, como a vida das famílias nas aldeias, os rios e paisagens da TI São Marcos. Temas: Caçada tradicional, História Xavante, Território, Uso do fogo.
• Ödzé Nhimi Wamnari - Os efeitos do álcool nos Xavante de Aquilino Tsi'rui'a/ Missão Salesiana (17 minutos, 2015)
Sinopse: O cinegrafista Xavante Divino e o padre Xavante Aquilino visitam cidades, como Campinápolis, e aldeias em busca de compreender porque os Xavante estão se entregando ao vício do álcool? Tema: Alcoolismo, Juventude, Identidade, Saúde.
• Índio Cidadão de Rodrigo Siqueira (52 minutos, 2014)
Sinopse: Filme mostra o movimento indígena desde a mobilização coordenada pela União das Nações Indígenas pela participação popular na Constituinte em 1987/88, até a ocupação indígena da Câmara dos Deputados 25 anos depois, na Mobilização Nacional em Defesa dos Direitos Constitucionais. Temas: Direitos indígenas, Relação com sociedade envolvente, Conflitos, História, Mobilização indígena.


Comunicação Social/MI
10/09/2015

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