sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Filme Kayapó produzido pelo Museu do Índio, em Montreal

O documentário "Nossa Pintura", produzido pelo Museu do Índio, no âmbito do Projeto de Documentação de Culturas Indígenas, foi exibido na 25ª edição do festival de filmes de Montreal Présence Authoctone.
O filme, realizado com a participação direta dos Kayapó(PA) e direção dos pesquisadores do projeto, Thiago Oliveira e Fábio Nascimento, foi premiado no Curta 2014, um dos grandes festivais de curtas do Brasil.
Rodado na aldeia Moxkarakô, localizada no sul do Pará e editado no Museu do Índio, o filme é um relato sobre a ancestral arte de pintar os corpos com jenipapo e urucum. No documentário, os Kayapó desvendam o universo dessa técnica, transmitida de geração em geração.




                                                                                     
 

 Os Kayapó no Museu do Índio, em oficina de edição do
filme, com os coordenadores do Projeto de Documentação
de Culturas Indígenas do MI, Thiago Oliveira e Fábio Nascimento


Comunicação Social/ MI
28/08/2015


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Nova exposição do Museu do Índio em cartaz

"No caminho da miçanga - um mundo que se faz de contas" reúne instalações multimídias, 700 peças e 20 filmes de 24 etnias do Brasil, além de 18 da África, da Ásia e das Américas.
No evento de inauguração, estarão presentes 33 representantes de alguns dos povos indígenas retratados na mostra. No final de semana, artesãos indígenas farão demonstrações das técnicas utilizadas na confecção de peças com miçangas. Toda a programação é grátis.
O casarão principal do Museu do Índio é dividido em sete ambientes - Viagem, Mito, Encontro, Troca, Brilho, Ritual, Encanto e Mergulho. A exposição marca a reabertura do principal espaço expositivo da instituição, após a realização de reformas estruturais do prédio.
Diferentes povos indígenas participaram da confecção dos objetos a serem exibidos na mostra por meio de oficinas de transmissão de saberes, assim como na produção de imagens sobre técnicas de trabalho com miçangas. Todo esse trabalho foi desenvolvido com a participação de inúmeros pesquisadores indígenas, no âmbito do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, em parceria com a Unesco.

Um caminho que se faz de contas - Américas, África e Ásia
"No caminho da miçanga, um mundo que se faz de contas" reflete sobre os variados sentidos que o exotismo pode assumir, assim como sobre as possíveis relações com o Outro e os seus enfeites. Aponta para a discussão dos conceitos de diversidade e de tolerância.
A exposição aborda o tema 'miçanga', com histórias que falam do comércio e da exploração, do fascínio mútuo entre povos distintos, do encontro e do desencontro de perspectivas entre viajantes e nativos. Para a curadora Els Lagrou, "enquanto o colonizador julgava estar trocando quinquilharias contra preciosas matérias primas, a maioria dos povos nativos desejava muito essas contas, vindas do ultramar. Apesar de fazerem suas próprias contas, às vezes muito parecidas com as estrangeiras, as contas de vidro eram novidades, preciosidades exóticas."
Miçanga é derivada de masanga, palavra de origem africana, que significa "contas de vidro miúdas". Com estas miudezas, povos do mundo inteiro, do Norte ao Sul, do Oriente ao Ocidente, produzem impressionantes obras de arte. Mais do que um objeto ou um conceito, a miçanga é pura relação: sua definição se faz no encontro entre mundos distantes.
Muitos povos diferentes são fascinados por essas continhas de vidro coloridas, desde a Antiguidade até os dias de hoje. O que vem de fora, no pensamento desses povos, tem um valor diferenciado, inspira e faz construir novas relações, novos padrões de beleza e abre novas possibilidades.
Com a mostra, o  Museu do Índio convida o público a mergulhar nessas relações diferentes, interagindo entre os vitrais, silhuetas e outras instalações tanto no casarão quanto no jardim da instituição.
A exposição conta com o apoio da UNESCO e do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia - IFCS da UFRJ.

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Comunicação Social/ MI
26/08/2015

No caminho da miçanga tem artesãs indígenas

Para marcar a abertura da exposição "No caminho da miçanga-um mundo que se faz de contas", que aconteceu no dia 19,  no Museu do Índio, um grupo e mulheres, de diversas etnias, mostrou, no fim de semana (21 e 22) a arte de criar peças com o material.  Elas estiveram no Rio de Janeiro, para participar da inauguração da nova mostra de longa duração do MI.

Durante dois dias, os visitantes conheceram as técnicas utilizadas pelas artistas e acompanharam o processo de produção de vários objetos.  Um fim de semana Kaxinawá (AC), Karajá(TO), Guarani(RJ), Ye'kuana(RR), Kayapó(PA) e Maxacali (MG), enfeitado pelas cores das artistas com suas miçangas, no jardim do MI.

A exposição "No caminho da miçanga-um mundo que se faz de contas" fica aberta ao público até o final de 2016.

Horário de visitação: de terça a sexta, das 9 às 17h30min
sábados, domingos e feriados, das 13 às 17 horas
Grátis
Rua das Palmeiras 55 - Botafogo Rio de Janeiro - RJ

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Presença Yanomami na nova exposição do Museu do Índio


Tangas confeccionadas com miçangas pelos Yanomami - Ninam (AM). As peças estarão na exposição "No Caminho da Miçanga, Um mundo que se faz de contas" , que vai reunir trabalhos de povos do mundo todo. A inauguração será na quarta-feira, dia 19 de agosto, às 19h, no Museu do Índio, em Botafogo/ RJ. Venha conferir esse surpreendente universo e beleza e cores.










                                                  Comunicação Social/ MI
                                                                        13/08/2015

Veja peças Tiryó da nova exposição do Museu do Índio


Tangas confeccionadas pelos Tiryó (PA) com miçangas da Tchecolosváquia. Quer saber mais? Na exposição "No Caminho da Miçanga, Um mundo que se faz de contas" você vai conhecer a história dessas e de muitas outras peças produzidas por povos do mundo todo. Inauguração: quarta-feira,19 de agosto às 19 h, no Museu do Índio, em Botafogo/ RJ.



Comunicação Social/ MI
13/08/2015

Miçangas são tema da nova exposição do Museu do Índio

No próximo dia 19, quarta-feira, às 19 horas, o Museu do Índio (RJ), em Botafogo, inaugura a sua nova exposição de longa duração "No caminho da miçanga - um mundo que se faz de contas" sob curadoria da antropóloga Els Lagrou. São 700 peças e 20 filmes de 24 etnias do Brasil, além de 18 da África, da Ásia e das Américas, em sete ambientes - Viagem, Mito, Encontro, Troca, Brilho, Ritual, Encanto e Mergulho -, com instalações multimídias interativas.Museu do Índio (RJ), em Botafogo, inaugura a sua nova exposição de longa duração "No caminho da miçanga - um mundo que se faz de contas" sob curadoria da antropóloga Els Lagrou. São 700 peças e 20 filmes de 24 etnias do Brasil, além de 18 da África, da Ásia e das Américas, em sete ambientes - Viagem, Mito, Encontro, Troca, Brilho, Ritual, Encanto e Mergulho , com instalações multimídias interativas.



Comunicação Social/ MI
13/08/2015

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Direito, arquitetura e literatura em Dimensões Indígenas

A primeira semana do curso Dimensões 2015 foi rica em debates protagonizados por intelectuais indígenas. Um time de peso mostrou ao que veio nas discussões sobre direito, arquitetura, literatura, educação e política indígenas no Brasil.
Na aula inaugural a plateia, formada por mais de setenta pessoas, ouviu o advogado Terena (MS), Luiz Amado, sobre o processo de demarcação de terras. Ele fez uma análise crítica a respeito do assunto que é, ainda hoje, um desafio para os povos indígenas.
Além disso, após fazer um balanço histórico desde o Brasil colônia até a república, o advogado destacou o avanço que representou a Constituição de 88, quando foi deixada de lado a prática de tutela pelo estado e devolvido, aos índios brasileiros, o direito inquestionável de falar por si e assumir o exercício de sua própria cidadania.
A literatura indígena também foi destaque entre
os temas da semana. Em uma envolvente tarde de poesia e prosa, a educadora Potiguara(RN), Graça Graúna falou sobre a produção literária indígena contemporânea, citou e leu autores da atualidade e abordou a natureza questionadora das obras de escritores indígenas.

No dia seguinte, foi a vez da primeira doutora indígena do Brasil, a linguista Maria Pankararu(PE) tomar a palavra. Após cumprimentar os alunos com um -Tahã (olá, eu cheguei), ela falou sobre os desafios da língua Ofayé(MS) que tem hoje apenas oito falantes. Os participantes puderam conhecer a pesquisa de Maria Pankararu e saber um pouco sobre a quase extinta língua do povo do mel.
Os debates da semana prosseguiram com a aula
do lider político Baniwa(AM), Gersem José dos Santos Luciano. Ele falou sobre a visão cosmopolítica dos povos que habitam a região do Alto Rio Negro e destacou a educação indígena como um grande desafio a ser vencido. Gersem Baniwa ressaltou a necessidade de integração entre as sociedades indígenas e não indígena. Após a palestra, o doutor em Antropologia pela UnB, conversou com a Comunicação Social do Museu do Índio. Ele ressaltou a importância do curso, ministrado, este ano, por intelectuais indígenas. Gersem apontou a iniciativa como um raro e fundamental espaço de diálogo, sendo, segundo ele, um grande incentivo para a construção de uma sociedade plural que respeite as diferentes culturas e modos de viver.

A primeira semana do curso terminou com uma mesa redonda formada pelo cineasta Guarani(RJ) Lucas Benites Xunu, pelo arquiteto Baikairi(MT), Jucimar Paikyre  e pelo professor Guarani(RJ),Algemiro Poty.  A tarde foi marcada por uma dinâmica interativa entre os alunos e os integrantes da mesa, que falaram sobre questões específicas de suas comunidades.
Lucas Xunu falou sobre a importância da tecnologia para o registro da cultura indígena, e mencionou a produção audiovisual que realiza na aldeia Sapucay- TI Angras dos Reis, em parceria com o Museu do Índio.
Jucimar Paikyre, contou sobre o trabalho que desenvolve junto ao SEBRAE. A iniciativa preconiza o conhecimento sobre os recursos naturais utilizados na arquitetura indígena, para aplicação em construções no meio urbano.
Algemiro Poty explicou como acontece, hoje, a educação nas escolas das aldeias da etnia, no Rio de Janeiro.

As aulas prosseguem até sexta-feira(31/07).

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Nelly Dollis( Marubo/AM), Simone Eloy(Terena/ MS) e Sandra Benites(Guarani/ RJ), protagonizaram a mesa redonda realizada na sexta-feira (31/07), último dia do curso Dimensões das Culturas Indígenas, que completou, em 2015, vinte anos de existência.

O time feminino conversou com os mais de setenta alunos participantes, sobre os desafios da mulher indígena na universidade. Elas relataram as dificuldades de viver entre a aldeia e universo não indígena. Segundo as palestrantes, transitar por mundos tão distintos, quase antagônicos culturalmente, é um desafio intensificado pela dupla condição de ser mulher e ser indígena.

O encerramento do curso foi marcado, também, pela palestra da liderança Guarani Kaiowá,Tonico Benites. Ele  falou sobre a trajetória e a luta contemporânea dos povos Guarani. Doutor em Antropologia Social pela URFJ, Benites destacou a importância dos índios para a construção do país e lamentou por essa presença histórica, ainda hoje, não ser reconhecida. Ele abordou, em seguida, a situação do povo Guarani Kaiowá na questão de terras e exibiu para os alunos um vídeo feito pelos índios, mostrando a violência sofrida pela comunidade.

Ao final dos debates, houve entrega dos  certificados, seguida, por confraternização entre os participantes, com direito a jantar , música ao vivo e muita comemoração pelas duas décadas de atividades do curso.

Intelectuais indígenas com a palavra
Em uma iniciativa inédita, o curso Dimensões contou, este ano, com uma equipe de  intelectuais indígenas de diversas etnias. Durante duas semanas, os alunos puderam conhecer a visão de especialistas em direito, literatura, arquitetura e política.

Na primeira semana, o advogado Terena (MS), Luiz Amado, falou sobre o processo de demarcação de terras. A literatura indígena foi apresentada em um encontro de poesia e prosa com a educadora Potiguara(RN), Graça Graúna. A linguista Maria Pankararu marcou presença falando sobre a quase extinta língua Ofayé, que tem, hoje, apenas oito falantes. Já o líder Baniwa (AM), Gersem José dos Santos Luciano, mostrou aos alunos a visão cosmopolítica dos povos que habitam a região do Alto Rio Negro e destacou a educação indígena como um grande desafio a ser vencido.

E uma mesa redonda formada pelo cineasta Guarani(RJ) Lucas Benites Xunu, pelo arquiteto Baikairi(MT), Jucimar Paikyre e pelo professor Guarani(RJ), Algemiro Poty foi organizada, ao final da primeira semana, com o objetivo de estimular a interação entre os alunos e os professores.

Na segunda semana do curso, a Potiguara(RN), Rita Gomes do Nascimento, mostrou o panorama atual da política nacional de educação escolar indígena. Rita Potiguara, que é integrante do Conselho Nacional de Educação do MEC, destacou a importância do ensino diferenciado.
Segundo ela, essa é uma das principais metas das diretrizes do ensino nacional indígena. Doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Rita Potiguara explicou que a escola tem que estar adequada as características de cada comunidade indígena. A especialista falou, ainda, sobre os marcos legais e políticos do setor, entre eles, os Territórios Etnoeducacionais criados em 2009.
O doutor em Educação pela USP, Daniel Munduruku(PA) também participou dos debates. Ele abordou o caráter educativo do movimento indígena brasileiro.        

O curso Dimensões das Culturas Indígenas, que nesta edição teve como tema "Protagonismo indígena em educação, literatura e política",  acontece, anualmente, no Museu do Índio, visando atualizar estudantes e incentivar a  realização de pesquisas na área indigenista.
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06/08/2015

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