sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Museu do Índio e IPHAN juntos na documentação das tradições Guarani


O projeto  Inventário Nacional de Referências Culturais Nhemongueta Xondaro  do povo Guarani nos Estados do Rio e Janeiro e Espírito Santo foi criado por meio de um convênio entre o  Museu do Índio/ FUNAI  e o  Instituto do Patrimônico Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

A
idéia é documentar as formas de expressão oral percebidas pelos Guarani, em especial , as narrativas conhecidas como nhemongueta.   O processo de salvaguarda conta com a participação direta dos índios. Para isso estão sendo  disponibilizadas  12 bolsas para pesquisadores indígenas, além de 12 bolsas para os ançiãos ou especialistas nos temas  a serem pesquisados. 

A  primeira etapa  foi realizada em dezembro com o Encontro dos Ywyra’idja (líderes espirituais), quando representantes religiosos na Aldeia Aldeia Três Palmeiras - Terra Indígena Tupinikim, em Aracruz no Espírito Santo,  receberam  líderes no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Os participantes trocaram  experiências  e debateram  temas  políticos-culturais e espirituais, em uma programação que incluiu apresentações de cantos, danças, vídeos e rodas de histórias.  

Dando sequencia ao projeto, uma equipe técnica do Museu do Índio
esteve na aldeia Araponga, em Paraty/ RJ entre os dias 23 e 31 de janeiro. O grupo coordenou o trabalho de documentação da
cerimônia do avaxi nhemongarai, batismo que acontece anualmente no mês de janeiro.  O trabalho foi realizado por  pesquisadores guarani nas aldeias de Araponga, Parati Mirim e Sapukai, localizadas no Rio de Janeiro.

Aldeia Itaxi


Em fevereiro, mais uma ação aconteceu, desta vez, na aldeia Itaxi, em Parati Mirim.  Em oficina de transcrição de arquivos audiovisuais promovida pelo Projeto de Documentação de Culturas Indígenas-PRODOCULT, pesquisadores indígenas e do Museu do Índio deram continuidade a elaboração do Inventário.  Com a colaboração do líder espiritual  Miguel Karai Tataxĩ Benite, o grupo selecionou mais de 30 bens culturais a serem documentados no inventário.
Oficina de Transcrição de Arquivos - PRODOCULT

Para o final do projeto  estão previstas a produção de um audiolivro, a gravação de um cd de cantos sagrados,  uma exposição sobre as formas orais Guarani  e a criação de um acervo digital nos servidores do  Museu do Índio e em computadores nas aldeias.

Comunicação Social/ MI
21/02/2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cerimônias tradicionais Guarani (RJ) documentadas em projeto do Museu do Índio


Entre os dias 10 e 15 de fevereiro, uma equipe do Museu do Índio esteve na  aldeia Itaxi, em Parati Mirim (Angra dos Reis-RJ), promovendo uma oficina de transcrição de arquivos audiovisuais. Os pesquisadores Guarani (RJ) do Projeto de Documentação das Culturas Indígenas-Prodocult , Thiago Verá Benite da Silva, Francisco Karai Tataendy Fernandes da Silva, Ilson Fernandes, Alexandre Karai Benite, Genilson da Silva, Edmilson Karai da Silva participaram da iniciativa coordenada pelo antropólogo Guillaume Thomas. O grupo utilizou o programa multimídia ELAN para realizar transcrições e traduções de arquivos de imagem e de som. Durante a oficina, foram transcritas uma hora e meia de registros, entre eles, cantos, entrevistas de lideranças Guarani e discursos cerimoniais.

Inventário de Referências Culturais
Os participantes também trabalharam na elaboração do Inventário das referências culturais Nhemongueta e Poraive Xondaro dos Guarani nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A ação se deu a partir de um convênio entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a Associação de Amigos do Museu do Índio. Com a ajuda do cacique da aldeia Itaxi, Miguel Karai Tataxĩ Benite, os pesquisadores selecionaram mais de 30 bens culturais a serem documentados no inventário.

No último dia da oficina, os pesquisadores guarani filmaram uma entrevista com o cacique Miguel Karai Tataxĩ Benite na casa de reza da aldeia. Seu Miguel explicou diversos aspectos das cerimonias de Nhemongarai, que tinham sido documentadas pelo projeto em janeiro.


Comunicação Social/ MI
18/02/2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Documentário sobre a memória Kalapalo

Após duas semanas no Museu do Índio, os cineastas Tewe Kalapalo e Tawana Kalapalo, no último dia 31, finalizaram mais um documentário. Eles vieram ao Rio para participar de uma oficina de edição na instituição, promovida pelo Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas. A nova produção deles, Etepe (14 min.), conta histórias de antigas aldeias Kalapalo, localizadas em uma região que foram obrigados a abandonar após a criação do Parque Indígena do Xingu em 1961. Reunindo imagens atuais dos locais, memórias dos mais velhos e registros dos acervos fílmico e fotográfico do Museu do Índio, Etepe faz uma viagem pela memória Kalapalo, além de ser uma peça fundamental para a compreensão das abordagens indígenas sobre o contato.

Comunicação Social/ MI
06/02/2013



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